Relatório Mensal de Gestão
Prumo Ações FIA
No mês | -1,09%
No ano | +23,12%
O fundo fechou o mês com uma desvalorização de -1,09%, enquanto o índice Ibovespa apresentou uma alta de +1,29%.
No cenário internacional, o destaque foi o corte de 25 bps na taxa de juros pelo Fed, o terceiro consecutivo após as decisões de setembro e outubro, levando a uma redução acumulada de 1,75 pp desde o pico do ciclo. A reunião evidenciou maior divergência entre os membros do comitê. A ala hawkish ressaltou a persistência da inflação de serviços e os riscos inflacionários associados às tarifas comerciais, enquanto a ala dovish defendeu um corte mais agressivo, argumentando que os riscos para o mercado de trabalho superam os inflacionários no curto prazo. A mediana das projeções passou a indicar apenas um corte adicional de 25 bps em 2026.
No cenário doméstico o destaque ficou com o súbito anúncio de Flávio Bolsonaro para candidato à presidência no dia 5 de dezembro. O anúncio pegou de surpresa a classe política e os investidores, uma vez que Flávio Bolsonaro tem uma rejeição bastante alta e vinha negando a possibilidade de ser candidato. O mercado reagiu mal ao anúncio, uma vez que se esperava Tarcísio como o candidato ideal. Houve uma antecipação do cenário político e uma piora das expectativas que foram precificadas nos ativos brasileiros. Parece ser precipitado ainda apostar em qualquer cenário político, nesse momento, mas de fato o processo foi antecipado em alguns meses.
Além disso, tivemos no mês a última reunião do Copom, na qual o Comitê decidiu por unanimidade manter a taxa Selic em 15% a.a., justificando a manutenção pelo cenário inflacionário desafiador e pelas expectativas do Boletim Focus desancoradas para 2026. Essa postura técnica foi reforçada pelas falas de Gabriel Galípolo ao longo do mês, que enfatizou o compromisso do Banco Central em preservar os juros em patamares restritivos pelo tempo que for necessário para garantir a convergência da inflação à meta. De qualquer forma, o mercado tem a expectativa de ver o início do ciclo de corte de juros começando no primeiro trimestre de 2026. Esse tipo de evento, que costuma ser muito positivo para ativos de risco como a bolsa brasileira, irá se contrapor a incerteza do cenário eleitoral.
O ano de 2025 foi marcado pelo estouro do trade war, desvalorização do dólar, forte valorização do ouro, busca por diversificação global pelos investidores após anos de capital sendo enviado para os Estados Unidos sob a tese do excepcionalismo americano. Apesar de um ano bastante conturbado, a bolsa brasileira e o real foram alguns dos ativos beneficiados por esse fluxo global, trazendo uma valorização inesperada por muitos investidores que mantiveram seu capital alocado predominantemente em ativos de renda fixa. Adiante, temos um cenário ainda bastante incerto no Brasil por conta da eleição presidencial, acompanhado de um duplo afrouxamento da política monetária no Brasil e nos Estados Unidos.
Nesse sentido, continuamos posicionados com um portfolio diversificado e composto por empresas de alta qualidade. O portfolio atual busca privilegiar teses de investimento menos associadas ou menos dependentes do cenário incerto do fiscal Brasil e do cenário eleitoral de forma geral.
Os principais setores que contribuíram positivamente para o retorno do fundo no mês foram: Commodities, serviços financeiros e tecnologia/telecom. Já os principais setores detratores foram: Indústria, imobiliário + shoppings e utilidade pública.
Obrigado pela confiança