Prumo Capital Holdings FIA – Relatório mensal Junho 2026

Relatório Mensal de Gestão

Prumo Holdings FIA
No mês | +0,76%
No ano | -2,11%

O fundo fechou o mês com uma valorização de +0,76%, enquanto o índice Ibovespa apresentou uma baixa de -1,01%.

O evento definidor do mês foi o cessar-fogo entre Washington e Teerã, que encerrou (ao menos temporariamente) o conflito iniciado em fevereiro e que chegou a levar o Brent perto de US$ 120 no auge. O acordo desmontou rapidamente o prêmio de risco em quase todas as classes de ativos. Persistiram, porém, relatos conflitantes entre EUA e Irã sobre os termos — incluindo inspeções nucleares e o controle do Estreito de Ormuz —, mantendo a incerteza elevada. Dessa forma, em junho, o S&P 500 caiu cerca de 1% em dólar (rompendo sequência de dois meses de alta) e o Nasdaq recuou 2,8%, em meio a temores de que o rali de IA tivesse ido longe demais. Na contramão, o Dow subiu 2,5% no mês, com rotação para financeiras, saúde e industriais, e fechou junho em recorde. Apesar do soluço, S&P e Nasdaq registraram o melhor desempenho trimestral desde 2020. No semestre, S&P +9,55%, Nasdaq +12,79% e o Russell 2000 (small caps) +21%, seu melhor 1º semestre desde 1991.

Outro evento bastante relevante para o mercado foi a estreia de Kevin Warsh como presidente do FED. O FOMC manteve os juros em 3,50%–3,75% por unanimidade (12–0), mas sinalizou viés de alta. Nove dos 18 membros que enviaram projeções passaram a ver ao menos uma alta em 2026; a mediana dos fed funds para o fim do ano subiu para 3,8% (ante 3,4% em março). Warsh não submeteu seu ponto ao dot plot, encurtou drasticamente o comunicado e removeu a linguagem de viés de afrouxamento. As projeções elevaram a inflação de 2026 para 3,6% (cheia) e 3,3% (núcleo). O CPI de maio veio a 4,2% em 12 meses (núcleo 2,9%), o maior em três anos, empurrado pelos preços de energia da guerra. O PCE apontado por ex-dirigentes rondava 3,5%, bem acima da meta de 2%. Os dados de emprego de junho reforçaram o quadro apertado, sustentando a aposta de aperto adicional.

O Ibovespa encerrou junho aos 172.024 pontos, com baixa de 1,01% no mês e de 8,2% no trimestre — o quarto fechamento mensal negativo consecutivo. Desde a máxima próxima de 200 mil pontos em abril, o índice corrigiu cerca de 15%. O pano de fundo foi uma virada de regime: de um mercado guiado por choques externos (guerra, petróleo, fluxo estrangeiro) para um cenário dominado por juros, política monetária e o calendário eleitoral doméstico. O comitê de política monetária reduziu a Selic em 0,25 p.p., para 14,25% ao ano — terceira queda seguida, em decisão unânime. O comunicado manteve tom cauteloso: reconheceu aceleração da atividade no 1º tri, mercado de trabalho resiliente e expectativas de inflação desancoradas, com projeções do próprio BC em 5,30% (2026) e 4,10% (2027). O comitê passou a mirar a convergência no 1º trimestre de 2028 como horizonte relevante e evitou dar forward guidance, condicionando o tamanho total do ajuste aos próximos dados. A ata reforçou que ritmo e extensão do ciclo serão calibrados “à luz de novas informações”, e dirigentes negaram publicamente que o horizonte de política esteja sendo alongado.

Os principais setores que contribuíram positivamente para o retorno do fundo no mês foram: Utilidade pública, serviços financeiros e infraestrutura. Já os principais setores detratores foram: Commodities e tecnologia/telecom.

Obrigado pela confiança

Download do Relatório (PDF)

Prumo Capital
Gestora de Recursos Independente
Todos os direitos reservados®

Redes Sociais

Desenvolvido por eMartinez Design

Add to cart