Relatório Mensal de Gestão
Prumo Holdings FIA
No mês | +0,42%
No ano | -1,70%
O fundo fechou o mês com uma valorização de +0,42%, enquanto o índice Ibovespa apresentou uma alta de 3,47%.
Nos Estados Unidos, o destaque foi a reunião do Federal Reserve no final do mês, que manteve os juros na faixa de 3,50%-3,75%, mas expôs uma divisão rara: Sob a presidência de Kevin Warsh, a decisão saiu por 9 votos a 3, com três membros defendendo alta imediata de 0,25 p.p. — a primeira vez desde 2016 que três dirigentes divergem sobre a decisão. Do lado dos preços houve um alívio: o CPI de junho caiu -0,4% no mês, com a inflação de doze meses recuando de +4,2% para +3,5%, e o PCE, medida preferida do Fed, recuando -0,1% (12 meses em +3,7%). Ainda assim, os yields dispararam — a T-note de 10 anos superou 4,7% e a de 30 anos tocou 5,25%, máxima desde 2007 e os índices acionários americanos ficaram no vermelho. Ao fundo, as tarifas e o conflito com o Irã pressionaram o sentimento.
No campo geopolítico, o tema dominante foi a reabertura do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã: Apesar do frágil cessar-fogo de junho, as hostilidades retornaram, com ameaças à navegação no Estreito de Ormuz. O resultado foi a disparada do petróleo — o Brent subiu 22,9% no mês, a US$ 89,68, maior alta desde março.
O S&P 500 cedeu cerca de -0,1%e o Nasdaq recuou aproximadamente -3,2% — sendo que o Nasdaq-100 caiu perto de -7% —, pressionado por forte realização em semicondutores. O iShares Semiconductor ETF caiu -22% no mês (pior desde 2002). A desconfiança recaiu sobre valuations de empresas de semicondutores que forçaram o desmonte de posições alavancadas. Na contramão, Microsoft (+8,8% após balanço, nuvem no ritmo mais forte em quatro anos) e Amazon (+15,56% de alta após resultado) sustentaram o índice.
No Brasil, o Ibovespa encerrou julho com alta de +3,47% — a primeira valorização mensal após quatro quedas seguidas —, acumulando cerca de +10,5% no ano, ainda aproximadamente 10,8% abaixo do recorde de abril. Em termos de dados, o foco recaiu sobre o IPCA-15, que subiu apenas +0,06%, muito abaixo do esperado, levando os 12 meses a +4,52% e consolidando a aposta em novo corte de -0,25 p.p. em agosto. A sustentação da bolsa veio da volta do fluxo estrangeiro após dois meses de saídas.
O principal ruído interno foi a entrada em vigor, em 22 de julho, da tarifa de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros — com carne, café, aeronaves e energia isentos —, que reacendeu a disputa eleitoral: A menos de três meses do primeiro turno, a campanha de Lula elevou a bandeira da soberania nacional, atribuindo a medida a Trump e a Flávio Bolsonaro. O risco fiscal permanece como principal fator de cautela para os investidores no âmbito local.
Seguimos com o portfolio diversificado e focado em empresas de qualidade e atrativo risco-retorno.
Os principais setores que contribuíram positivamente para o retorno do fundo no mês foram: Commodities, serviços financeiros e tecnologia/telecom. Já os principais setores detratores foram: Utilidade pública, transporte e infraestrutura.
Obrigado pela confiança