Prumo Capital Holdings FIA – Relatório mensal Janeiro 2026

Relatório Mensal de Gestão

Prumo Holdings FIA
No mês | +7,17%
No ano | +7,17%

O fundo fechou o mês com uma valorização de +7,17%, enquanto o índice Ibovespa apresentou uma alta de +12,56%.

O mês de janeiro de 2026 será recordado como um mês de contrastes profundos: enquanto os mercados acionários atingiam recordes históricos, a geopolítica global enfrentava abalos sísmicos com intervenção militar na Venezuela e ameaças de guerra no Oriente Médio. Esse aparente contraste é explicado por um mês com uma série de eventos dramáticos em um ano marcado pela espera dos investidores por importantes acontecimentos que podem definir as decisões de alocação. Um desses assuntos amplamente aguardados pelos investidores é a da política monetária americana, uma vez que o mandato de Powell acaba em maio. Dado que Trump tem atacado sistematicamente o FED em busca de uma taxa de juros mais baixa, a saída de Powell pode ser fatal para a credibilidade do FED. Assim, a recente indicação de Kevin Warsh para o posto de presidente do FED é um dos acontecimentos mais relevantes do ano, devendo representar a vitória de Trump em busca de juros mais baixos, independente do preço disso, eventualmente.

Outro destaque no mês foram a performance de algumas commodities. O ouro disparou e chegou a subir +25% com questões ligadas sobretudo ao risco geopolítico e institucional. O dólar continuou perdendo força frente a outras moedas e os países emergentes têm se beneficiado de um fluxo de diversificação de portfolio, o que explica a forte performance de bolsas como a do Brasil.

No Brasil, o Ibovespa atingiu mais um recorde de alta, beneficiado sobretudo pelas ações mais líquidas que compõem parte relevante do índice (setores de mineração, bancos, serviços financeiros e oil & gas). A entrada forte de fluxo de dólares fez com que o real se valorizasse de forma significativa, o que já contribui para revisões das projeções para inflação e corte de juros pelo mercado. O mercado de forma geral já precifica o início do ciclo de corte de juros para março, sendo que a maior discussão hoje é em que nível a taxa Selic deve terminar ao final deste ano.

O cenário atual volta a ser complexo e imprevisível dado a administração do presidente Trump. O risco geopolítico e institucional pioraram, a corrida armamentista ganhou força, a política monetária passa por um momento de incerteza sobre os cortes de juros, enquanto o fiscal dos Estados Unidos mostra sinais desanimadores sobre sua tendência, refletida sobretudo na alta do juro longo. Esse movimento, inclusive, é reforçado por uma questão de falta de confiança por parte de alguns governos e bancos centrais em carregar treasuries nos balanços.

Considerando o cenário complexo ainda, em que é difícil imaginar a resultante dos diferentes vetores futuros que impactarão os preços dos ativos, em alguns casos de forma binária, seguimos com o portfolio diversificado e equilibrado para capturar as melhores oportunidades em termos de risco e retorno.

Os principais setores que contribuíram positivamente para o retorno do fundo no mês foram: Serviços Financeiros, Utilidade Pública e imobiliário/shoppings. Já os principais setores detratores foram: Consumo cíclico, commodities e outros.

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